De tudo que já se ouviu sobre os artistas, na generalidade, pode-se citar manias, características  e outros, como pessoas inteligentes, mas pobres, que fazem riquezas mesmo depois de mortos e às vezes nada vaidosos. Todas estas informações foram dadas pela geração de artistas dos séculos anteriores. Em pleno século XXI, talvez pela primeira vez, uma artista deseja trabalhar para ser rica. Esta é o desejo e o sonho de Margarida Celestina Balanga, de nome artístico, Yola Balanga. A jovem artista de 25 anos de idade, natural do município do Cazenga, é artista visual e multidisplinar, como ela mesma se intitula, por também gostar e fazer artes ligadas à performance.

Quanto à arte visual, ao contrário do que foi e ainda possa ter sido entre os artistas nacionais, Yola tem formação superior. Embora tenha começado recentemente a sua relação com as artes plásticas, no seu 3º ano de formação superior, isto em 2017, já matinha uma forte ligação com a arte da performance por causa da sua ligação com o teatro. Porém, escolhe as artes plásticas por ser aquela que neste momento lhe proporciona uma linguagem que lhe permite exprimir o que pretende.

E como qualquer artista emergente, Balanga teve e tem as suas referências. E as que mais lhe serviram como fonte de busca de ideias para as suas próprias obras performáticas e plásticas foram e são Maria Abramovich (esta que foi muito importante para sua compreensão do que é performance), Renata Torres, Rozemara Kielela, Regina José Galindo e o eterno artista que, como ela mesma diz, admirará para sempre, Michael Jackson.

Mesmo tendo pouquíssima idade no mundo das artes plásticas, foi, em Agosto deste   ano, participante de uma residência artística organizada pelo Atelier Solar na cidade de Madrid, Espanha, que terminou com uma exposição que esteve patente durante uma semana na La Nave Sánchez-Ubiria-Madrid. Tudo isso foi graça a um open call feito por este mesmo atelier, destinado a artistas africanos emergentes.

Quastionada sobre como os artistas angolanos devem trabalhar, respondeu dizendo que “é muito relativo, porque, primeiro, depende da visão que o próprio artista tem sobre a sua carreira, se é uma opção fazer mercado fora”. “Penso que começa por se arriscar, investigar as probablidades disso acontecer. Por exemplo, hoje, pesquisando pela internet, consegues ter acesso a open call e fazeres a sua inscrição e, de uma certa maneira, começares a ser conhecido mais fora do que dentro do seu país”, terminou com a resposta à pergunta.

Porém, sabe-se que, geralmente, para um reconhecimento internacional, se precisa, primeiramente, de um reconhecimento nacional. E isso depende de muitas coisas, entre elas a expansão do mercado das artes plásticas que, no entender da artista visual depende somente de trabalho, pois para ela não há outra fórmula.

Já que tudo, segundo Yola Balanga, depende da fórmula trabalhar, diz que ainda tem muita coisa por vir, por se fazer, tendo em conta os projectos futuros. Vai continuar a trabalhar, a produzir arte que tenha alguma funcionalidade na vida das pessoas, sobretudo na sua. Já começa, portanto, a pensar numa exposição individual, porque precisa de dar um “intervalo” nesta série de outras que estão mais voltadas à libertação e auto-conhecimento do seu corpo e mente, e dos pré-conceitos.

Convida os amantes das artes e, em particular, da sua a visitá-la nas redes sociais para saber mais dos seus trabalhos já produzidos e por se produzir.