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		<title>Arte é educação</title>
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				<pubDate>Thu, 13 Feb 2020 09:05:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Isis Hembe de Oliveira]]></dc:creator>
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				<description><![CDATA[<p>A história da humanidade é bastante ilustrativa quanto à relação de enamoramento entre a arte e educação. As paredes decoradas pelas pinturas rupestres são motivos de especulação científica que advogam ideias, segundo as quais, aquele tipo de arte guardava instruções relacionadas à caça, às normas dos rituais de fertilidade e expressão de conceito, valores, crenças, entre outras coisas que adornavam o quotidiano do homem da pré-história.</p>
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<p>A história da humanidade é bastante ilustrativa quanto à relação de enamoramento entre a arte e educação. As paredes decoradas pelas pinturas rupestres são motivos de especulação científica que advogam ideias, segundo as quais, aquele tipo de arte guardava instruções relacionadas à caça, às normas dos rituais de fertilidade e expressão de conceito, valores, crenças, entre outras coisas que adornavam o quotidiano do homem da pré-história.</p>



<p>O folclore de todas as culturas também é um celeiro de cantigas, estórias, provérbios, canções, danças que ilustram o cariz imemorável da tendência do homem de passar ensinamentos por meio das artes.</p>



<p>No entanto, a teorização desse tal contributo teve uma data no calendário da história da humanidade. Trata-se de mais ou menos cinco séculos antes da era comum em que Platão, filósofo grego, pensou o posicionamento ideal do relacionamento das artes com a educação. Segundo este autor, as artes deviam possuir um carácter moralizador no sentido de estimular os cidadão a inspirarem-se a elevar suas almas para o mundo inteligível. Ou seja, era das artes a missão de inspirar os homens a superar o mundo material, o mundo dos sentidos.</p>



<p>Todavia, essa mesma distinção do mundo inteligível (das ideias) e o mundo sensível (o mundo material) fez com que muitas manifestações artísticas fossem relegadas a uma periferia. Principalmente aquelas manifestações artísticas que representavam as coisas, como caso das artes plásticas e da poesia. O argumento do autor era que, sendo o mundo inteligível o mundo real, e o mundo sensível a cópia do mundo inteligível, as artes representativas (mimese) eram cópias da cópia. Portanto, de certa forma, inferiorizadas.</p>



<p>Essa visão foi redimida por outro pensador de orientação mais monista, Aristóteles. Esse também pensava que a arte devia ser moralizadora mas, contrariando seu antigo mestre, Platão, não para atingir um mundo somente inteligível, mas para melhor adaptação à cidade, a <em>polis</em>.</p>



<p>Daí em diante, foi um desenrolar dessas ideias até chegar ao advento do cristianismo, que mais tarde culminou com a exploração europeia do globo terrestre. A evangelização do planeta tomou de assalto a agenda dos maiores impérios da época, bem como a intenção política da conquista de novas fronteiras.</p>



<p>Assim, o carácter educativo da arte passou a ser o de elevar os valores da ortodoxia cristã que eram o de temeridade ao sacrifício de Cristo.</p>



<p>O Renascimento, período que veio logo a posterior, dissocia-se um pouco da perspectiva de uma relação muito óbvia entre as artes e a educação, privilegiando a estética. No entanto, a arte ainda assim serviu para ilustrar a ideia do antropocentrismo que vinha se opor ao teocentrismo da era medieval.</p>



<p>Nesse contexto, as esculturas e as pinturas que mais se destacaram eram as que enfatizavam esse ideal.</p>



<p>A modernidade e pós-modernidade não produziram padrões homogéneos relacionados à relação da arte e a educação.</p>



<p>Os contextos sociais e culturais de um mundo globalizado produziram vários movimentos, e cada um destes foi pintando a textura da relação da educação e arte à sua medida.</p>



<p>Dentre esses movimentos, pode se destacar os seguintes:</p>



<p>O Movimento Naturalista que consistia na visão estética de representar as coisas no seu ambiente e aspecto natural. Seu carácter pedagógico assentava-se na ideia de apresentar nulidade do homem perante as forças da natureza. Ideias que foram engrossadas com a Teoria da Evolução das Espécies de Darwin</p>



<p>O Movimento Expressionista que vem dar ênfase ao sujeito em detrimento do objecto como no caso do naturalismo. Ou seja, ao invés da representação dos objectos na natureza, passou a ser privilegiado o olhar pessoal do artista.</p>



<p>Desses dois movimentos, surgiram outros que alternavam a prioridade ora no objecto, como caso do realismo, ora no sujeito, como no caso do surrealismo.</p>



<p><strong>Contextualização Africana</strong></p>



<p>Apesar da multiplicidade das culturas africanas, pode-se aferir que o aspecto educativo a partir de valores místicos é bastante evidente. Figuras como o Kuku, vulgo Pensador, e a máscara Muana Po carregam, além da simbologia mística, um sentido moral orientador de respeito à vida natural. Há linhas teóricas que defendem que a natureza oval do Pensador é uma referência ao estado de integração do homem com a natureza. Tal integração permitiria o alcance do reino dos ancestrais, permitindo uma interacção mística com a realidade.</p>



<p><strong>Artes Urbanas</strong></p>



<p>As artes urbanas vêm num contexto contracultural onde artistas reivindicavam uma voz num panorama de metrópoles despersonalizadas. Assim, paredes de cores pálidas deram origem a verdadeiros museus a céu aberto.</p>



<p>As consequências imediatas foram a integração e participação dos cidadãos na estética da cidade, apropriando-se de toda uma linguagem urbana. O sentimento de pertença decorrente de uma cidade cuja construção da imagem é democrática.</p>



<p>Eu suma, independentemente do tempo e do espaço, a arte sempre teve um lugar preponderante na construção da subjectividade de todos os povos de todas as culturas.</p>
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		<title>Quando a educação e a cultura são sinónimas</title>
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				<pubDate>Wed, 07 Mar 2018 11:05:29 +0000</pubDate>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>A pergunta sobre os sectores do Estado que merecem mais investimento no ideal de progresso de uma nação recebe sempre uma resposta: a saúde e a educação. É uma sentença praticamente unânime no panorama das sociedades modernas, uma vez que se reconhece o homem como pilar-chave do progresso, onde, e sob qual, a ideia de bem-estar permeia. Por isso, é imperativo desdobrarmos a profundeza dos conceitos de saúde e, principalmente, de educação, de modos que os nossos eventuais investimentos sejam catalisados no “objecto” concreto que estes conceitos podem ser.</p>
<p>Entende-se por saudável aquele indivíduo que tem as funções vitais relacionadas ao corpo físico e à psique em funcionamento equilibrado, cumprindo-se, assim, a demanda do organismo. Há, por isso, uma necessidade de se entender a saúde para além do território circunscrito aos hospitais, postos médicos e todos aparatos sociais necessários para responder as necessidades do bom funcionamento do corpo físico, chegando, portanto, a dar à psique do homem o tratamento condigno que se efectiva por meio de cenários em que o homem é convidado a reflectir sobre a sua condição de ser e os vícios nos quais está emaranhado.</p>
<p>A partir dali, pode-se ligar a saúde e a cultura por um raciocínio menos óbvio segundo o qual, se cultura cura a psique, e a psique saudável contribui para o bem-estar físico, então a cultura é uma das disciplinas a se ter em conta sob ponto de vista psicossomático.</p>
<p>Mas, mais do que a saúde, a Educação e a Cultura têm uma ligação mais fácil de ser reconhecida, se compreendermos a educação para além da escolarização.</p>
<p>A escolarização é apenas um dos elementos da educação que visa dar ferramentas aos cidadãos para poderem transformar a natureza e a sociedade para o bem comum. Porém, com advento das sociedades modernas que apresentam todas as bandeiras da tecnocracia segundo qual as ciências e a tecnologia são estimuladas a produzirem, quase que sem freio algum, comunidades autómatas e não autónomas quanto à necessidade de consumo. O resultado disso é a transformação do nosso planeta num aterro sanitário de obsolescências. Nesse contexto, a educação em sua totalidade é convidada a salvar a escolarização, sintonizando-a ao serviço do homem e não mais às excentricidades de seus caprichos.</p>
<p>Então, que parte da educação sobra, se retiramos dela a escolarização? A filosofia e as artes.</p>
<p>Circunscrevendo a filosofia das artes, separando-nos da história da filosofia, como disciplina independente, podemos limitar a nossa abordagem na percepção de que as artes fazem parte da educação, pois são disciplinas que ajudam o homem a aprender e apreender as suas razões ontológicas mais profundas.</p>
<p>Isso ocorre porque a filosofia das artes, para além de dotarem o produto artístico dum escopo estético, ajuda o homem e se orientar para a resposta do enigma de quem ele é. Pois, não convém viver automaticamente como que embriagados pelas próprias produções, é preciso procurar os porquês últimos da existência.</p>
<p>Por esse motivo, é que Michelangelo consegue ser desafiador até hoje, com propostas de obras como “A criação de Adão” que estava fadada a ser uma mera representatividade da narrativa teológica da criação do homem, mas que nos desafia a questionar: qual é a posição do homem perante Deus?</p>
<p>A depender da resposta que tiremos desse quadro, teremos uma construção ética que culminará com a nossa organização social.</p>
<p>Em suma, a educação em sua totalidade não serve exclusivamente como ponte do homem para produção, a educação serve para elevar o homem a si mesmo, ou seja, para elevá-lo à sua condição de ser capaz de compreender a sua pequenez e potencial grandeza.</p>
<p>E isso é possível quando a Educação é arte, cultura tradicional, filosofia e escolarização científica e técnica.</p>
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		<title>A arte é cor de Fénix</title>
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				<pubDate>Wed, 30 Aug 2017 13:21:46 +0000</pubDate>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo da história da humanidade, é recorrente a postura revolucionária que a arte e a cultura, em geral, emplacaram. Muitas vezes, como alicerces dos valores que, como faróis, nortearam os caminhos dos homens; outras vezes, como autênticos furacões que demoliram valores inertes cristalizados por civilizações apaixonadas pelo seu próprio reflexo nas águas. Aparentemente, não há um denominador comum entre essa polaridade: construção e demolição. Mas, limpando a lupa, e olhando com maior objectividade, nota-se que, quase sempre, há um elemento que faz o papel de terra arável para que o progresso, a nível de valores, possa se efetivar: a crise.</p>
<p>Seja na construção ou na demolição, a crise sempre é um elemento preponderante na hora da renovação ou edificação de valores para uma sociedade. Manifestando-se das mais variadas formas, ora pela natureza política ora por natureza sociais ou económica, a crise nos oferece a dádiva da saturação. Quando não se tem caminhos para onde seguir, é a altura ideal para se inventar caminhos.</p>
<p>É nesse contexto, que as artes, no geral, e, particularmente, as artes plásticas, contra todas as previsões, apresentaram caminhos para um novo “pensar Angola”. No decorrer do ano passado, houve exposições como não se via há algum tempo. Porém, além do factor quantidade, é de salientar o factor qualidade. Exposições como a de Grácia Ferreira que teve como título “Nguimbi” e de Guizef que teve como título “Minha Gente” parecem ser ponteiros que direcionam para uma preocupação por parte dos artistas de vasculhar a alma da nossa gente e, a partir dela, extrair valores genuínos que possam iluminar a sociedade.</p>
<p>Sob ponto vista material, não é extraordinária a preocupação e o retrato da nossa gente na arte plástica angolana. Sempre houve e haverá artistas com essa direcção. Mas, se analisarmos sob ponto de vista psicológico e, dado o contexto económico que o país atravessa, essa preocupação beira à poesia. Afinal, é na alma dos que têm as esperanças desmaiadas, nas almas das expectativas dilaceradas, dos sonhos comprometidos que os artistas misturam as cores e tentam extrair o belo, coisa que lembra muito a fénix que renasce das cinzas.</p>
<p>E como resultado da dinâmica cultural empreendida pela paixão dos artistas, todo um mercado acabou por emergir. Galerias abriram, outras ressuscitaram e, a este nível, deve-se destacar o trabalho como o do Espaço Luanda Arte, onde a Palavra e a Arte tiveram a explorar com exclusividade. O espaço oferece residência aos seus artistas, na finalidade de proporcionar um clima propício para as criações. Prova inequívoca de que há quem olhe para as artes como ferramenta importante para a travessia deste período. E uma travessia que, ao olharmos para trás, nos leve a ver que nos tornamos mais fortes a todos os níveis: culturais, sociais, económicos e, até, políticos.</p>
<p>E é nessa conjuntura que surge  a Palavra&amp;Arte como instrumento para servir de ponte entre o trabalho dos artistas e apreciação do público; resultado de uma crença, partilhada entre os jovens que trabalham na revista, de que as artes são da cor da fénix e, portanto, o suporte a ela é um dever revolucionário sob as costas da juventude.</p>
<p><strong>A perspectiva do Palavra&amp;Arte</strong></p>
<p>A revista tem uma abordagem heterogénea que advém da singularidade dos seus integrantes. Mas, apesar da diversidade, o objetivo é comum: servir à cultura Angolana.</p>
<p>Diminuindo o foco da revista inteira para a rubrica de artes plásticas e, mais especificamente, aos conteúdos que assino, espera-se sempre uma leitura introspectiva a respeito da dinâmica cultural nacional, como se de um esfigmomanómetro se tratasse.</p>
<p>O lado das motivações artísticas, das intenções, do impacto orgânico é o mais privilegiado.</p>
<p>Em suma, o que a revista Palavra&amp;Arte se propõe a fazer é medir a vida da arte e contribuir para que a arte dê vida.</p>
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		<title>O Abstraccionismo</title>
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				<pubDate>Sat, 26 Aug 2017 05:05:22 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[<p>O entendimento dos mais diversificados estilos artísticos é uma ferramenta que nos impulsiona à compreensão da nossa multiplicidade como espécie, em que uma mesma realidade é percepcionada com indumentárias diferentes e cada fragmento da mesma ganha prioridade e, por consequência, vida. Essa é, claramente, uma marca indelével da criatividade humana. É nesse panorama que trazemos [&#8230;]</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>O entendimento dos mais diversificados estilos artísticos é uma ferramenta que nos impulsiona à compreensão da nossa multiplicidade como espécie, em que uma mesma realidade é percepcionada com indumentárias diferentes e cada fragmento da mesma ganha prioridade e, por consequência, vida. Essa é, claramente, uma marca indelével da criatividade humana. É nesse panorama que trazemos à luz da nossa reflexão o abstraccionismo.</p>
<p>O Abstraccionismo ou arte abstracta, como é comummente designada, é um estilo artístico moderno que prioriza as subjectividades, ou seja, é um estilo que não prioriza a representação da realidade tal como ela se apresenta aos sentidos. Opondo-se ao legado da arte da Renascença, que consistia numa representação fidedigna da realidade, esse estilo coloca-se numa posição de busca de uma representação mais poética.</p>
<p>É citado Kandinsky, como o pai da Arte Abstracta, a partir da obra “Primeira Aquarela Abstracta”. A construção dessa linguagem teve como origem a vanguarda de artistas europeus do século XX que aspiravam uma nova estética que representasse novos valores culturais em concordância com os descobrimentos das mais variadas zonas do saber na época. A teoria do Inconsciente de Sigmund Freud, por exemplo, foi bastante reveladora para idealização das obras nessa linhagem.</p>
<p>Foi por meio dessa linguagem que emergiram movimentos como o cubismo, dadaísmo, o futurismo e o surrealismo. Não obstante o abstraccionismo entrar para história da arte no século XX, na vanguarda europeia, a arte abstracta já era presente desde a pré-história e em várias partes do mundo.</p>
<p><div id="attachment_1333" style="width: 577px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-1333" class=" wp-image-1333" src="https://i2.wp.com/palavraearte.co.ao/wp-content/uploads/2017/08/Jaime-la-couleur.jpg?resize=567%2C425" alt="" width="567" height="425" srcset="https://i2.wp.com/palavraearte.co.ao/wp-content/uploads/2017/08/Jaime-la-couleur.jpg?resize=300%2C225 300w, https://i2.wp.com/palavraearte.co.ao/wp-content/uploads/2017/08/Jaime-la-couleur.jpg?w=620 620w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" data-recalc-dims="1" /><p id="caption-attachment-1333" class="wp-caption-text">J&#8217;aime la couleur</p></div></p>
<p>Contextualizando em África, onde a arte sempre teve uma componente transcendental bem patente, essa linguagem pode ser identificada na escultura, mais especificamente, em máscaras sagradas ou em peças como o caso do Cucu ou Samanhonga, vulgarmente chamada Pensador.</p>
<p>Pode-se, portanto, especular uma tese que repagine o fazer artístico africano em paralelo com o que foi feito na Europa. Pois, apesar de as motivações artísticas, entre os dois espaços, terem sido diferentes e até mesmo divergentes, há muitas similaridades a nível <span style="text-decoration: line-through;">de</span> da linguagem e do objecto de representação.</p>
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		<title>Arte contemporanea africana: um percurso ainda por definir?</title>
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				<pubDate>Thu, 17 Aug 2017 12:44:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luamba Muinga]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estilo & Cores]]></category>
		<category><![CDATA[áfrica]]></category>
		<category><![CDATA[africano]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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				<description><![CDATA[<p>Com a finalidade de analisar e reflectir questões ligadas ao estado da arte contemporânea africana, o Lab Art&#38;Co e o Camões realizaram no mês de julho um debate com participação da crítica de arte e galerista bielorussa Valerie Kabov. A Palvra&#38;Arte traz a análise de um percurso africano reflectido no debate. Brevidades de um percurso – [&#8230;]</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;"><em>Com a finalidade de analisar e reflectir questões ligadas ao estado da arte contemporânea africana, o <strong>Lab Art&amp;Co</strong> e o <strong>Camões</strong> realizaram no mês de julho um debate com participação da crítica de arte e galerista bielorussa <strong>Valerie Kabov</strong>. A <strong>Palvra&amp;Arte</strong> traz a análise de um percurso africano reflectido no debate.</em></span></p>
<h3><strong><span style="color: #b32a2a;">Brevidades de um percurso – desde o início do século</span></strong></h3>
<p>Antes de começar o debate, uma referência a um ensaio de <strong>Adriano Mixinge</strong>, crítico de arte angolana, em que cita um caso que poderia ser dado como um dos vários passos para o reconhecimento da arte contemporânea africana a nível do mercado global de arte. O caso relatado em Agosto de 2001 envolve uma colecção africana do British Museum que “voltava ao edifício principal depois de 30 anos de exilo no Museu de Humanidades de Londres”, nas palavras de <strong>Beverly Andrews</strong>. No ensaio, ainda é mencionado a posição de <strong>Chris Spring</strong>, conservador do museu, afirmando querer, até aí, que a arte africana tivesse a mesma apreciação que a arte romana e grega e que “a percepção pública da arte africana trocou consideravelmente, mas ainda continua a haver muitos que resistem e persistem em continuar com os conceitos tradicionais”</p>
<p>Convidada pela <strong>Lab Art&amp;Co</strong> para o <strong>Conversas Lab</strong>, realizado a 14 do mês passado no <strong>Camões</strong> – Centro Cultural Português –, <strong>Valerie Kabov</strong> começou por mencionar o começo significante da arte contemporânea africana para o mercado global há, sensivelmente, dez anos, referindo que a mesma se tenha dado com o desabrochar da independência dos países africanos, em meados do século passado.</p>
<p>Continuou: “em 2005, o <strong>Afrika Remix Exhibition</strong>, embora não tenha sido a primeira exposição da arte contemporânea africana no ocidente, foi uma das que mais impacto teve, não somente por reunir alguma variedade de artistas do continente, mas por expor estes artistas para o maior mercado cuja exposição teve passagem por Paris, Londres, Tóquio, Munique, Estocolmo e Dusseldorf.”</p>
<p><strong>Valerie Kabov</strong> diz que não lhe tinha surpreendido que, em 2007, fosse criado o primeiro pavilhão africano na Bienal de Veneza, curado por <strong>Robert Storr</strong> que, depois de ver o sucesso do <strong>Afrika Remix</strong>, inspirou-se a criar um pavilhão que, no entanto, foi bastante controverso porque, enquanto existiam pavilhões nacionais para a cada país, África teve um único pavilhão com representantes de alguns países africanos. Artistas e curadores africanos viam-se ofendidos por verem que África era representado como um país. Acredita-se ser este motivo inspirador do <strong>1:54</strong>, actualmente, uma das principais feiras de arte contemporânea africana, começada em 2013 em Londres. O nome <strong>1:54</strong> quer dizer 1 continente, 54 países.</p>
<p>A presença africana vai sendo melhorada a cada ano que passa. Por exemplo, em 2009, Egipto e Marrocos conseguiram um pavilhão, Africa do Sul e Zimbábue em 2011, em 2013 Costa do Marfim e Angola, que venceu um leão de ouro por melhor pavilhão, representado pelos curadores <strong>Paula Nascimento</strong> e <strong>Stefano Pansera</strong>. Em 2015, Moçambique vê seu pavilhão na bienal.</p>
<h3><span style="color: #b32a2a;"><strong>A atenção do ocidente no mercado africano</strong></span></h3>
<p>Longe da Bienal de Veneza, a arte contemporânea africana tem obtido outras formas de representações, quer em feiras, no ocidente, quer internamente. Com isto, tem havido uma maior atenção do mercado.“O que não pressupõe, logo, que África possua já um mercado de arte forte”, ressalva Valerie Kabov, que olha a forma como o mercado ocidental encara o africano do mesmo jeito que olhava o asiático e o latino-americano.</p>
<p>“A academica que vem estudando mercados de arte há mais de 20 anos menciona que a atenção virada ao mercado de arte africano surge a partir da atenção que o mercado ocidental tem perdido ao longo dos tempos. Acredita ela que o mercado perdeu atenção por instabilidades económicas, ambiente político, incertezas no próprio mercado ocidental, ou seja, por uma crise que faz o mercado focar-se, de alguma forma, em artistas antigos e já mortos, mas também pela ausência do ‘novo’”.</p>
<p>Este caso, acima referido, leva-nos a algumas declarações do historiador alemão Hans Belting em seu livro <strong><em>O Fim Da História Da Arte</em></strong>: “A despedida do valor da novidade é inevitável, caso se queira manter viva a arte. A arte não está morta. O que acaba é sua história como progresso para o novo”. E ainda: “minorias de diferentes procedências utilizam o espaço livre, recentemente surgido, no qual o ‘cânone’ perdeu a validade, e ‘inventam’ a sua própria história da arte.”</p>
<p>Voltando ao <strong>Conversas Lab</strong>, <strong>Valerie Kabov</strong> questiona como seria então, se o mercado africano caísse naquela atenção de mercado que o ocidente procurava. Para responder a essa questão, sugere: “é preciso perceber que, neste momento, o mercado africano está numa situção diferente a de muitos, são enormes os problemas que estão nos sistemas de apoio dos governos locais, sitemas de ensino de arte, galerias viáveis, e um mercado autónomo. Isto significa que os artistas podem não ser autosuficientes num mercado de alguma ‘turbulência’, o que, por um lado, facilita tal inclusão do ocidente. “O que pode se fazer acerca disto?” Pergunta. “Pelo rumo do mercado, se não darmos atenção, e com o interesse do ocidente, os artistas africanos tendem a abandonar os nossos países para mercados aparentemente mais organizados, porque aqui não há suficientes galerias, obtendo as regalias daqueles mercados. Artistas africanos, no lugar de produzir localmente, acabam por estar preocupados com a atenção do olhar do ocidente”, concluiu a crítica e galerista bielorrussa.</p>
<p>“Por outra, questiona a arte africana como produto das instituições de nações ocidentais em África, pelo crescente número de fundações de arte do ocidente com operações no mercado africano. O suporte por eles cedido não é algo ‘de graça’”, afirma a co-fundadora do <strong>First Floor Gallery Harare</strong>, uma galeria que tem apostado na promoção e formação de artistas no Zimbábue. “Esse suporte cedido acaba por vir de alguma maneira com condições ideológicas, e”, mencionou ainda, “que projectos de arte bem sucedidos têm de possuir tais condições e parâmetros dessas fundações. Com isto a acontecer, muitas vezes, a arte africana é moldada por interesses destes financiadores.”</p>
<p>Como escape, traz a responsabilidade aos artistas de fazerem um trabalho duro, a fim de criar um mercado africano auto sustentável, e as instituições governamentais, ou não, possuirem maiores apostas na educação artística e nos sistemas de galerias.</p>
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		<title>Para Apreciar Arte</title>
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				<pubDate>Fri, 04 Aug 2017 15:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Luamba Muinga]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Estilo & Cores]]></category>
		<category><![CDATA[africanidade]]></category>
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				<description><![CDATA[<p>Um convite acaba de cair no e-mail ou nas notificações do facebook: Exposição de Arte. Uns aderem à exposição naturalmente, outros, com alguma retracção; alguns aderem por estar com a agenda vazia nessa noite; os mais chegados ao artista, estão garantidos para não desiludir o amigo que reforça o convite desde o primeiro instante; uns [&#8230;]</p>
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								<content:encoded><![CDATA[<p>Um convite acaba de cair no <em>e-mail</em> ou nas notificações do <em>facebook</em>: <strong>Exposição de Arte</strong>. Uns aderem à exposição naturalmente, outros, com alguma retracção; alguns aderem por estar com a agenda vazia nessa noite; os mais chegados ao artista, estão garantidos para não desiludir o amigo que reforça o convite desde o primeiro instante; uns poucos vão pelo interesse de conhecer a obra; há ainda os mais extremistas que vão tão-somente pela degustação do cocktail depois da apresentação.</p>
<p>Sem sobressaltos ou com algum ligeiro, o evento decorre, sendo questionável a compreensão e apreciação elaborada das obras pelos presentes, um misto daqueles que estão fora do espaço na companhia de um cigarro ou a apanhar ar, e os que perambulam pela sala entre fotos para redes sociais.</p>
<p>Para o público infante-apreciador de arte, a compreensão e o julgamento da obra acaba no acúmulo de informações e explicações provavelmente cedidas pelo artista ou folhetos com a descrição das obras.</p>
<p>Entender a riqueza e a beleza, embora seja um exercício intuitivo, onde algum elemento – cor ou forma – chama o observador a ver a peça com maior profundidade, é uma apreciação que se complementa com uma observação consciente e uma relação de elementos no conceito da peça. O ponto focal é o lugar em que os olhos do observador se dirige primeiro, e é importante abandonar esse ponto convencional para perceber a individualidade na unidade da obra. De lá, vem boas observações na suavidade, nitidez e curvidade das linhas; saturação, contraste, destaque e emoções das cores; o volume e dimensão das formas na comunicação e preenchimento dos espaços ou ainda na exploração da textura, que é uma das maiores explorações da arte angolana, por passar nossa africanidade.</p>
<p>Para quem ignora ou lhe pareça difícil elevar esses elementos da arte na apreciação, resta-lhe ainda questões conceptuais como a técnica e o tema, impressões pessoais, intenções e imaginação do artista.</p>
<p>Ao último, resta-lhe ser inquietante, reflectir na sua obra condições humanas, valores e intervenções políticos-sociais cada vez mais urgentes na arte nacional. Só assim, saímos todos da galeria contentes, a mídia com conteúdo importante e crítico e reduzidas observações de artistas como Januário Jano e Jack Nkanga no hábito de apreciação artística do país.</p>
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