Tal como muitos vocábulos em Português têm origem Grega, o vocábulo música também teve a mesma origem «musiké» que faz referência ao antigo canto em verso. Além desta fonte, há outras que afirmam que o vocábulo vem de «musiké tecné», que é arte das musas, ninfas, as deusas do ritmo e do canto. Para Dietrich Schwanitz existiam nove musas, seis delas ligadas à música: Clio (história e poesia épica), Calíope (poesia e oratória), Terpsícore (canto coral e dança), Érato (canção de amor), Euterpe (música e flauta), e Poliímnia (canto e hinos). Esta abordagem sobre as diferentes funções das musas remete-nos para a ligação da música com as outras artes. Faz-nos perceber ainda, que a música não era uma arte isolada ou autónoma, mas sim que integrava/integra outras formas de arte, no nosso caso, a arte literária.

Mesmo que não pareça, faz sentido a ideia de que exista uma relação entre a música Kuduro e a literatura (poesia ou outro). Algumas músicas transmitem mais algo de poético, mas outras, nem por isso. Na realidade, são duas artes diferentes, pelo que existem também diferenças entre elas, por isso é que

Grande é a resistência em aceitar a letra de música como poesia. Alguns críticos já traçaram listas de fatores que manifestam a diferença entre essas duas artes. E, embora, Manuel Bandeira já tenha dito “que por maiores que sejam as afinidades entre duas artes, sempre as separa uma espécie de abismo”, recorremos à tradição e à história da poesia, que é marcada e acompanhada pela música: desde a Antiguidade, passando pelos trovadores, até aos simbolistas, notamos a afinidade entre música e poesia, entre outros aspectos, pelos sons, ritmos, rimas, aliterações, onomatopeias e jogos de palavras

Com base algumas afinidades descritas pela citação anterior, para o estilo Kuduro, na sua estrutura formal, o primeiro sinal de semelhança que temos é a rima, pois, a busca de rima, no Kuduro é constante (muitas vezes, sem unidade das ideias anunciadas nos vários versos), dando-lhe, assim, o ritmo e a musicalidade que lhe são necessárias. Na tentativa da busca do ritmo, a maioria dos kuduristas opta pelo mesmo tipo de rimas, a emparelhada. A rima também justifica a construção moderna do Kuduro, porque, segundo Chatelain, na música tradicional angolana o recurso a rimas é raro. «Na poesia existem poucos sinais de rima, mas muitos de aliteração, ritmo e paralelismo». Além disso, a própria noção que alguns kuduristas têm em organizar as letras em verso e estas, por sua vez, em estrofes, como se pode ver em Bruno M., apresenta-nos uma visão de proximidade entre as duas artes. Dessarte, isto é indicativo de que há uma aproximação entre o Kuduro e a arte literária.

Quanto à ligação da música e literatura, em séculos passados, 

Na Idade Média, música e poesia permaneceram unidas: escrita e cantada pelos trovadores, as cantigas de amigo, amor e maldizer, documentadas na Literatura Portuguesa, marcam uma relação bem estreita entre essas duas artes. E procurando uma aproximação da música, os simbolistas vão usar, para isto, em seus poemas um grande número de aliterações, assonâncias, rimas e sinestesias, comprovando assim que música e poesia caminharam juntas, e que são várias as suas afinidades […].

Na literatura Portuguesa, esta forma de fazer poesia deu-se na Idade Média. Mas, de qualquer das formas, hoje, «O que pretendemos é encontrar a poesia na música, na letra da canção». Pretendemos encontrar a literariedade escondida no Kuduro.

Para Manuel Bandeira, é «que a poesia está em tudo – tanto nos amores como nos chinelos, tanto nas coisas lógicas como nas disparatadas». Com isto, se a poesia está em tudo é porque está também na música, no Kuduro, pois também aborda, de forma geral, os temas do quotidiano (alegrias, conflitos). A música é uma construção que parte do pessoal e que passa para o social.

Assim sendo, a música «Morte» que propomos desconstruir apresenta alguma dimensão literária como, por exemplo, a personificação feita à morte, ela é tida como um ser que pode fazer/deixar de fazer, tem vida e age. Daí o pedido de mais tempo de vida do sujeito poético. Ainda assim, faz recurso a uma música com algum cunho literário, para expressar os seus desejos.

Depois desta abordagem, passamos a conceituar o Kuduro e a apresentar algumas ideias que alguns investigadores que se dedicaram no estudo das manifestações culturais orais angolanas.

Conceito do Kuduro

Na tentativa da desconstrução do conceito Kuduro, apoiar-nos-emos nas palavras de um dos ícones do mesmo estilo, o considerado kudurista erudito, Bruno M. assim, para ele, o «Kuduro é um tesouro ambulante guardado nos cofres da rua» …

Quanto a esta afirmação, achamos que se deve ao facto de o estilo encontrar a rua como o seu palco, porque é na rua em que começam os grupos de música e com eles os desafios de cantar e dançar. Fala de rua para se referir ao quotidiano. Sendo assim, é do quotidiano que vem a inspiração da maioria dos kuduristas, tal como nos foi confirmado pelos kuduristas Rei Panda e Rei Loi. A definição de Bruno M. leva-nos ainda a considerar o Kuduro como um estilo de margem, porque está entre uma suposta canonicidade da música angolana e as culturas de massa. Ainda assim, o Kuduro é um estilo que aborda temas de interesse social, desde a tristeza à alegria, o quotidiano dos trabalhadores e dos desempregados. Nele estão presentes as sátiras, a poesia variada, etc. Achamos que é uma verdadeira forma de se fazer a literatura, pois, como dizia Chatelain, na sua obra intitulada Grammática Elementar de Quimbundo:

[…] Pode-se afirmar que as manifestações culturais orais angolanas classificam-se em seis classes principais […].

«A quinta classe é a da poesia e música, que vão de mãos dadas. Os estilos, épico, heróico, bélico, cómico, satírico, dramático e religioso, estão bem representados, embora a importância não seja igual […].»

Provavelmente, não existe outra arte angolana, a não ser o Kuduro, que descreve todas as formas de viver do nosso povo e que tenha tanta audiência. Como diz o kudurista Rei Loi, na conversa que tivemos com ele, em sua casa, «O Kuduro é o estilo mais apreciado e que faz vibrar o povo em Angola». Isto se deve ao facto de o Kuduro representar, de forma clara, a vida do povo, ou seja, boa parte do nosso quotidiano está representado nele.

Além disso, Óscar Ribas, na sua obra Misoso, volume 3, trata «doutra forma de expressão literária, a poesia, que, como se sabe, anda nos povos africanos intimamente associada ao canto».13 É neste sentido que continuamos a defender o Kuduro como sendo uma manifestação literária. «Constitui a poesia negra angolana, não um produto da imaginação […], mas o exteriorizar de um episódio vivido, quer individual quer colectivamente. Na sua estruturação. figuram adágios e remoques». Na realidade, o Kuduro aborda os viveres dos angolanos, o sofrimento da zungueira, os ambientes festivos, as mortes, a política, o contraste entre a vida dos musseques e a cidade, as diferentes classes sociais, etc. Por isso, «Dadas as características da poesia popular angolana, representa ela uma excelente fonte de estudo do viver de tal povo. Desde a dor à alegria, desde o elogio à crítica, impõe-se essa poesia como um valioso subsídio psicológico». Assim, a partir do Kuduro passaremos a estudar a cultura do povo angolano, aliás, porque ela (a cultura) passa por vários meios, na língua, dança, vestuário, música, etc. Assim, para o filósofo alemão, Herder, embora não descreva quais sejam os primeiros elementos da cultura, mas afirma que «as canções e a poesia do povo representam a quintessência da cultura».

Ainda na classificação de Chatelain, que já citamos, acrescenta que «Em regra, a poesia é cantada, e a música raramente se compõe sem palavras». Contudo, por a poesia não constituir um género à parte, pensamos em analisar alguns aspectos da arte literária que o estilo musical Kuduro engendra. Escolhemos uma das músicas para esta análise.

Análise da letra na música Morte, de Dj Naile e Fortaleza Urbana

Esta música está marcada por dois sentimentos:

1º. Tristeza/medo
2º.  Perspetivas do eu lírico

A expressão de sentimentos de tristeza do sujeito poético resulta das vítimas da morte. Além da tristeza, parece estar a exprimir algum temor diante da morte. A primeira estrofe da letra é dominada completamente pelo sentimento de tristeza/medo e angústia do eu lírico, fruto do desaparecimento eterno dos seus colegas músicos, os quais ele cita: (Action Nigga, Lourdes Van-Dúnem, Máquina do Inferno, Perereca, Amizade, Pega Leve, Bangão, Mamukueno e outros). Fala da partida destes colegas para um lugar eterno, sem possibilidades de regresso. O temor do sujeito poético é imensurável, pois apresenta uma autêntica rejeição à morte, que pode ser considerado um medo mórbido.

Por o medo da morte lhe parecer algo incessante e que domina o seu espírito e, sentindo-se incapaz de impedi-la, o eu lírico, sentimo-lo a procurar refúgio ao Divino, para que Este protegesse os seus companheiros.

Protege os meus irmãos de euforria, Deus Todo Poderoso, eu te peço.

 A seguir, assistimos a sua identificação. Faz autoapresentação diante da morte, dando a conhecer as suas responsabilidades familiares e a isso é acrescido a ideia de responsabilidade paternal, por isso, a morte é entendida ainda pelo sujeito poético como uma entidade que age, com isso, se lhe pede tempo, para que não lhe leve cedo demais.

Morte, eu sou pai de família,
Não me leve agora, eu te peço
Morte, me dá mais um tempo
Morte, num me leve e nem me faz ruído.

No primeiro momento do poema, fazem-se interrogações à morte, personificando-a. O eu lírico traz um verso autobiográfico, qualificando-se, e anuncia os seus medos por não saber como estão os seus colegas falecidos. Surge aqui a incerteza do estado das pessoas falecidas, ou seja, o que se passa com os mortos? Há ainda a tentativa de chamar atenção à morte pelos danos que ele causou.

Morte, eu tenho uma pergunta:
Por que só os melhores vão cedo?
Eu também sou um, tenho medo.
Como está o Perereca?
Morte, por que és ingrata?
Vê o que fizeste com o Action Nigga, Bangão, e o Kiss Prata?

O eu lírico, tendo conhecido alguns responsáveis de grupos e localidades actuais do estilo Kuduro, porém estes responsáveis já falecidos, dá recomendações à morte para que transmita a eles (responsáveis já falecidos), que o legado ou os grupos deixados, por exemplo, Bruno King e Nagrelha (Os Lambas) já estão separados, fazem carreiras a solo, por desentendimentos. Pede-se ainda à morte que diga ao malogrado Máquina do Inferno, um dos responsáveis pelo Kuduro no município de Viana, que este município já não tem o valor de antes, e que dissesse ainda ao Perereca, da Família Agre, que o Petrangol já não é a mesma desde que morreu.

Como está o Perereca?
A Petrangol não é a mesma.
Diz ao Amizade
Que o Bruno e o Nagrelha estragaram a amizade.
Avise ao mano Máquina
Que a Viana perdeu toda a graça.

A seguir, no refrão, faz-se sequência dos questionamentos à morte, mencionando todos os músicos que foram vítimas dela. Há aqui lamentações, expressão de sentimentos de cansaço, saturação, aborrecimento, insatisfação e, no fim, surge outra preocupação, a de saber até quando ela deixará de vitimar as pessoas.

Já não basta, morte? Perereca, Amizade!
Já não basta, morte? Puto Kiss, Djei Zi Py!
Já não basta, morte? Máquina, Pega Leve!
Já não basta, morte? Até aonde, morte?

Fazem-se ainda questionamento ao poema de Neto Havemos de Voltar, onde o sujeito poético (em Neto) anuncia uma mensagem de esperança, dizendo que havíamos de voltar. Às casas, às nossas lavras, às praias, aos nossos campos

Porém, os questionamentos feitos pelo eu lírico na letra resultam do desespero e angústia provocados pelas mortes constantes de seus colegas. É uma solicitação feita ao Agostinho Neto, sobre a realização dos desejos anunciados pelo sujeito poético no seu poema.

Disseram havemos de voltar…
Ninguém voltou… Comé, Agostinho Neto?

Entretanto, o poema de Agostinho Neto não se referia a este contexto que o eu lírico menciona, pois, este poema faz parte da literatura de combate, pelo que Neto almejava liberdade. No entanto, como afirmámos, o questionamento feito ao Neto surge em virtude de desalento com o fenómeno morte.

2º. Perspectivas do eu lírico

Se a morte lhe cedesse o pedido de vida longa:

Apesar do medo incessante, o desejo de uma vida longa domina-o também, sentimos isto quando traça como meta: querer ver o seu companheiro Naile a vencer o Top dos Mais Queridos. No entanto, sabe-se que o Kuduro, embora seja a música mais tocada em Angola, como afirmámos, é alvo de censura constante, pelo que fazer referência à vitória do mais prestigiado prémio da música angolana, parece exagerado, pois o sujeito poético sabe que isto é algo que poderá levar muitas décadas. Mas dominado por desejos de vida longa, ainda acredita.

Quero ver o Dj Naile a vencer o Top dos Mais Queridos

No mesmo âmbito, a esperança e a ideia de vida longa e de sonhos por concretizar são enfatizadas nos versos que se seguem, quase ao final da estrofe. Por conseguinte, sabemos que a Seleção Nacional de Futebol está há quase uma década fracassada, uma seleção de derrotas, pelo que, hoje, poucos pensam na possibilidade da mesma se fazer presente na Copa do Mundo, mas vê-se o sujeito poético cheio de autoestima e vontade de reviver estes momentos. Assim, pouco ou nada se pode dizer sobre o estado de espírito deste eu lírico, se não for a rejeição da morte e o agarrar-se ao desejo de longevidade dos seus dias na terra, e com uma rima emparelhada diz:

Rever Angola na Copa do Mundo.
Visitar o Museu do Dundo.

Acreditamos que a pretensão anunciada no último verso do dístico anterior seja alcançável, pois o museu do Dundo é um imóvel. Além disso, o eu lírico conhece a importância do referido museu, sendo um dos mais importantes do país, situado na província da Lunda-Norte.
O sujeito poético deixa clara a ideia de ver uma Angola melhor, urbanizada, onde deseja ver seus filhos a nascerem e a crescerem e, consequentemente, darem continuidade de suas gerações. Esta a esperança de uma vida longa e melhor é enfatizada quando o eu lírico exprime o desejo de ter netos:

Meu filho Hamilton tem três anos,
Eu também pretendo ver os meus netos
Também quero ter uma casa própria
Quero ver uma
Angola sem obra

E acrescenta: Mas me dá só uma chance, morte/Ainda tenho coisa para fazer/Quero ver a nascer os meus filhotes e /Acompanhar eles a crescer.

O sujeito poético faz, ainda alusão a uma canção épica, de Matias Damásio, onde se exaltam os feitos de Angola, mas não deixou de manifestar as suas pretensões, que são as de ver Angola melhor.  Nesta música (Morte), o sujeito poético repete o mesmo dístico usado por Damásio, podemos ver isto nos versos que se seguem, onde se almeja ver o pula que não regressou para a Europa.

Quero ver o pula que ficou no gingar dessa negra angolana, Para a Europa nunca mais voltou!
Morte, deixa-me só ver “esta Angola” que Damásio tanto falou no som».

Conhecendo o valor da vida e não tendo algumas metas alcançadas, nem sonhos realizados, humilha-se diante da morte, para que esta tenha piedade dele. É tocado também pelo desejo de unidade, pois lhe sendo cedido mais anos de vida, realizará alguns dos seus sonhos. Assistimo-lo motivado e com uma esperança quase a dos hebreus, que desejavam ver Canaã, a Terra Prometida.

Tenha piedade, eu te peço
Me faltam fazer coisas para enriquecer a minha bibliografia
Quero o MPLA e a UNITA juntos de mãos dadas Ver todas as ruas asfaltadas.

Análise formal: 

Em termos estruturais, a letra está composta por um intro e uma retirada , duas estrofes cantadas por duas pessoas diferentes. A primeira é cantada por Fortaleza Urbana, e a segunda por Dj Naile. A primeira estrofe tem 32 versos, e a segunda tem 23 versos. No total, a letra é composta por 55 versos. O refrão é feito uma vez e depois de cada estrofe. Na verdade, essa construção poemática feita nas letras do Kuduro não corresponde integralmente com os requisitos de um poema (sílabas métricas, enumeração, número de versos por cada estrofe e figuras de estilo), pois, de forma geral, as estrofes do Kuduro são irregulares, com mais de 11 versos, mas o que é usado e correspondente ao poema são a rima e a subjectividade.

Estrutura interna:

As duas estrofes da letra continuam agarradas ao mesmo tema, que é o pedido à morte para que não leve cedo o eu lírico. O que justifica o título da letra. Acima disto, acrescenta-se a utopia de uma Angola unida e reconstruída.

Portanto, o Kuduro enquanto parte dos textos da literatura popular e pela descriminação que passa, devia ser mais valorizado, porque, para Arnaldo Saraiva «O desprezo e a desatenção em relação à literatura dita popular é muito mais do que um desprezo e uma desatenção de ordem literária: é o desprezo e a desatenção ao homem popular». Portanto, esses estilos populares, «… por mais pobres que sejam, terão sempre interesse literário». Além disso, «Se a música não agrada a gente surda ou muda, não quer dizer que a devemos desprezar».

BLIOGRAFIA 

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Entrevista com o músico Rei Loy, em sua residência, Cazenga, 07/04/2018.

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SARAIVA, Arnaldo, Literatura Marginalizada, Vanguarda, Tradução, Crítica, Literatura pobre linguagem política, gralha. Sobre o slogan «O povo unido jamais será vencido», Porto, 1975.

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Sítios:

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