Rasgo o costume na folha do amanhecer, sigo as sobras salgadas do tempo propício as vozes a florearem os sentidos da caminhada. És as nuvens nos lábios a voarem comigo este inédito passado.

— Dentro da jornada que me é inutilizado , às mãos trago eu em segunda pessoa e me reconheço.

(?) Interrogo-me. Pois, talvez já tenhamos sido amigos em uma outra existência, ou talvez tenha sido o eu companheiro dos dias. Quem na qual dialogou quando estava só ou ao meio de uma multidão vazia (?). O timbre do sol contra este corpo paleolítico na qual em tempos de hoje só se colhe inúmeras distracções, a palavra é funda, porque vem de um poço secular em que, sobre as paredes, as fotos(grafias) sublinhadas padecem de uma intensa chuva de estima.

Quase que o tempo é impróprio e quase que o sol está em lua, e o céu mais próximo da justiça. Os homens perdem os caminhos e vão cobrindo-se com as parábolas da ignorância.

Nesta rua, a boca é um triunfo. A infinitude dos olhos derruba ansiedades dos amantes do imediato. Numa jornada covarde, primo-me de leão, esta selva não é para os servos. E sirvo-me de truculência para servir os tóxicos.

E sobre as paredes das mãos, grafito provérbios porque os dias tombam e o sol é um comboio. Sou apenas um passageiro sentado na cadeira da idade. E colhendo nesta jornada as palestras do universo.

“JORNADA”

Se o bar das palavras simplesmente resolver embebedar-me.

Tenho a impressão que tudo será revoltoso, acreditar nas máscaras que o vento veste e depois aceitar-se sobre o espinhoso abraço que vai-desse neste tapete de descréditos.

Os murmúrios dos trilhos que a natureza monumentaliza, nas mãos, os séculos cinzentos e obrigado à mentalização da lua e das estrelas, dos sonhos e das rosas. Enquanto a vida não é um simples equilíbrio. Os rios da origem dos céus ensinam-nos a ver a liberdade de pensamento e homem, ordens cruciais desencantam a verdade. Todo homem é livre ,a ser livre no pensamento.

Voar nunca é magia, é arte. Dormir nunca é sorte, é divindade. E se há um deus nas nossas sombras, nunca existirá um inferno maldoso. Eu acredito nos desacreditados porque os heróis humanos não passam de vingadores, todos quando são sucedidos nunca é praticado o acto de bondade que rezam. Sempre há destruidores mesmo que este não fosse o motivo.

O bom seria se vivêssemos de uma outra forma, se a dor fosse o açúcar, se o pássaro fosse a cobra. E se o paraíso fosse Tomboco. Pelo menos, teria nascido num povo cuja história não esqueceria. Não faltaria água, emprego, e Deus plantaria uma árvore com nome de sumos e o país minimizava a crise… ainda existe ?

Este dilúvio que não conseguimos impedir, o Noé que a gente confia separou as gerações das gravatas e gerações das anemias. Ele afastou-se para não se misturar.

Como é que os rios plantados vão germinar ?

Sonhar neste país não é para qualquer um.

“NUNCA DIREI NADA”