BREVE HISTORIAL DO MUSEU DA MOEDA

O Museu da Moeda apresenta a história do dinheiro desde o Zimbo até ao Kwanza. Único na sua vocação, este museu expõe as colecções de numismática e de notafilia do Banco Nacional de Angola. Há à dispo­sição alguns objectos de enquadramento e dispositivos audiovisuais que ilucidam melhor os visitantes sobre o nosso passa­do. Este breve roteiro tem o propósito de fundamentar a interpretação dos temas que constituem a narrativa do museu. A museografia assenta em núcleos temáti­cos que focam os pré-monetários e outros meios de pagamento, histórias de moedas singulares, a iconografia do dinheiro, a evolução da banca, ilustrações de notas, os elementos de segurança e testemunhos pessoais sobre o papel do dinheiro na vida do cidadão angolano.

A HISTÓRIA DO KWANZA

Falar da trajectória do Kwanza é uma au­têntica viagem no tempo, com importantes e obrigatórias paragens. Começamos no Nzimbu, pequena concha ou búzio, extraí­do das praias da Ilha de Luanda. Na sua maioria eram apanhados principalmente por mulheres, sendo que os de cor cin­zenta eram considerados de maior valor. Chegamos ao Libongo, pequeno pedaço de tecido de várias dimensões e qualidades, feito à base de fibras da palmeira-bordão. O Sal também foi uma das nossas moedas. Este bem proveniente das minas ou sali­nas da Quiçama, era moldado em peças de diversas formas como pedras e barras. Estamos no final século XVI, onde se co­meça a usar o Marfim. Este novo meio de pagamento revela-se a principal fonte de receita do comércio com o exterior. Findo este período, surge o Cobre. Esta moeda de troca tornou-se numa referência nas transacções comerciais, sendo o metal mais usado para fabricação de utensílios de uso diário como facas, enxadas, flechas, punhais, copos, manilhas, colares e fios.

Aproximamo-nos do Cauri, um pouco an­tes da nossa viagem terminar, apresentan­do-se como concha branca de rara beleza, que se afirma durante muitos séculos como a moeda corrente em várias regiões do mundo. Por último, as Contas, objectos ornamentais feitos de sementes, de raízes aromáticas, cilindros, de marfim, pedaços de ossos, dentes, unhas e outros adornos. É por tudo isto, e muito mais, que a His­tória da nossa Moeda é considerada rica. Venha conhecer o nosso Museu da Moeda, baluarte da nossa História.

PLANTA E SERVIÇOS

O Museu da Moeda dispõe de todas as facilidades necessárias para que os seus visitantes disfrutem de uma visita com todo o conforto possível. Assim, têm ao seu dispor uma cafetaria com mais de 26 m², um bengaleiro com 10 m² de arru­mação, 6 instalações sanitárias e uma loja de brindes com uma área superior a 50 m². Nesta loja, todos poderão levar um pedaço na nossa cultura para casa. Um pedaço da nossa História. Da nossa Angola.

Símbolos Monetários de Angola

NZIMBU

Nzimbu
Nzimbu

É uma pequena concha “marisquinho” ou búzio cinzento, que as populações, mulheres essencialmente, extraíam nas praias da ilha de Luanda. Segundo Parreira, o Nzimbu (Olivancillaria nana) é diferente do cauri (Cyporea Caurica ou Cyporea moneta). Os Nzimbu eram propriedades do soberano do Kongo. Na época, esses locais constituíam uma verdadeira casa de moeda, onde se recolhiam, em grande quantidade. Era uma moeda de conta, de mais valor que corria, naquele reino, muitos séculos antes da chegada dos primeiros portugueses no território (1482).

SAL

Sal
Sal

Este produto provinha de minas ou salinas da Kisama (caso das pedras de sal de Ndemba), das regiões entre o Lui e o Cwango e as de Benguela, etc.). O sal era moldado em peças de diversas formas: pedras, barras, etc., embaladas em pacotes e transportado pelos profissionais “carrega­dores” que percorriam de lés-a-lés o território angolano.

CRUZETA DE COBRE

CRUZETA DE COBRE
CRUZETA DE COBRE

Os povos das regiões do Kongo, Ndongo e Lunda eram, desde muitos séculos, exímios ferreiros. O metal era usa­do para fabricação de utensílios de uso corrente. Por se­rem muito procurados, os utensílios fabricados tornaram a ser uma referência nas transacções comerciais.

MOEDA METÁLICA E FIDUCIÁRIA EM ANGOLA

Em 1694, o governador Jacques de Magalhães trouxe a primeira moeda metálica, a Macuta. Com o incremento do tráfico de escravos, apareceram várias moedas estran­geiras em ouro e prata. Em Angola, a introdução do pa­pel-moeda data de 1864, com a criação do Banco Nacional Ultramarino (BNU).

KWANZA

A Lei da Moeda Nacional, nº 71-A/76 de 11 de Novembro criou o Kwanza, nome que deriva do maior rio que corre em Angola. A 8 de Janeiro de 1977, o Governo do país pro­cedeu a troca das velhas notas da moeda colonial pelas novas notas nacionais.

VISITE O MUSEU DA MOEDA

Endereço: Av. 4 de Fevereiro 151, Luanda |Horário: 09h – 15h | Telefone: 226 431 231

http://www.museudamoeda.bna.ao