A história da educação artística em Ango­la é jovem. Apesar de termos já uma gera­ção com um grau de instrução elevado, ain­da se revela insuficiente para responder aos anseios de todos os interessados nessa área, numa escala que abrange todo territó­rio nacional. No entanto, sabe-se que o an­seio pela arte é um impulso incontrolável e arranja sempre um meio de “obrigar” os seus utentes a fazerem os possíveis e os im­possíveis para materializá-lo.

Por outro lado, o pessoal que tem acesso à formação percebe que, pelo dinamismo que esse mercado abarca, distrair-se das ferramentas que possam emancipar as nos­sas habilidades profissionais, é um suicídio académico. Nesse contexto, reuniu-se aqui algumas ferramentas que podem servir de auxílio a quem se interessa pela área.

Começamos com um curso de Mozart Couto. Dividido em 6 volumes, cujo primeiro disponibilizaremos no site da revista. É um curso sintético e com pré-requisitos relativa­mente acessíveis à nossa realidade: com vontade de aprender e algum material bási­co, consegue-se iniciar o programa.

O primeiro volume trata de ensinar a construção das figuras geométricas básicas e tende a aprimorar o olho artístico de for­mas que o artista seja capacitado a transcre­ver imagens reais para o papel.

A segunda sugestão é o livro de Albert, L com o título “A Pintura”, obra considerada uma das primeiras a compilar a teoria da pintura ao lado da obra “Arquitectura” de Vi­trúvio; esta última, mais ligada às propor­ções das formas do que, propriamente, à pintura. A obra é mais centrada a aspectos teóricos ou conceptuais dessa disciplina, portanto, pode servir de base de sustenta­ção artística para quem já exerce a pintura como ofício.

A terceira e última sugestão é a obra de Rosane Andrade de nome “ Fotografia e An­tropologia” em que a autora defende uma linguagem etnográfica na intenção de unir essa forma de arte à ciência.

Com o mundo na internet, hoje conse­gue-se ter muita coisa, desde livros a mate­riais audiovisuais que auxiliam aprendiza­gem. Sendo que essa publicação vem não só como mais uma, mas direccionando as al­ternativas para todos estudiosos.