É um compêndio o amor caminho de muitas coisas.
Tem coisas novas e outras tão velhas
como são os ventres de raparigas aos estertores;
como o amor de Neto e os suspiros de Eugénia.

Rimas perdidas – não mais a casa da Rima
onde escolhesse uma embriaguez e matutasse
às cores do divume. Sobre esta pedra que não
para de pensar porque estou sentado nela
e ela me tem como a um esposo, sobre esta
pedra concluo a noite.

O amor é a nocturnidade é um compêndio
solto. Qualquer que seja a página que rasgue
da noite, o amor sangrará.
Este é longo caminho e metade de mim
mesmo. “Sabes o que é o amor?”
Quem responderá quem fortalece sua própria
insónia? Todo este tempo que amei é uma insónia.