O que te paralisou é a sujidade, Augusta?! Ó filha, tens de passar a banhar. Por abuso, chamarei a tia Kasesa para te tirar makulu.

Papá, sempre gostei de partir meiuca. Não sabia que a sujidade causaria tantos estragos. Desculpa, papá.

Avizinhava-se o tempo de frio. Todos da aldeia queriam ver Augusta banhar. E banhar na lagoa era um costume, sobretudo na primeira semana de frio. Reza a história de Kamavinga que banhar na lagoa era contracto com os santos.

Augusta era doce. Ninguém duvidava disso. Mas no quesito da higiene, só Deus. Hoko!

Papá, tia Kasesa não. Ela é uma feiticeira e não sente pena das pessoas. Ela ainda pode estragar o meu ânus e causar esterilidade. Augusta rogava por outra tia da banda.

Está bem, filha. Chamarei o tio Safoda. Ponto final e não se toca mais no assunto.

Tio Safoda era outro sujo, até onde sei, disse Augusta para si mesma.

Augusta, tira a saia. Preciso de ver o teu ânus.

Tio Safoda, não vou tirar.

Augusta, sua maluca, tira a porcaria da saia.

Augusta obedeceu, foi-lhe tirado o makulu, e banhou na lagoa.

Tio Safoda morreu, ove.

Morreu?! Não.

Ele meou a vida e a morte. Não aguentou o ngutu que saía do ânus d’Augusta.

Tio Safoda, o iluminado, foi internado pela tropa Pini-Puki. Fui chamado para o socorrer. Peguei o material, preparei-me  bastante durante 45 dias. Preste a operá-lo, minha dama acordou-me do sono.