Entre a Rocha que Pinto a tom e o catim, lago d’águas salobras e lixos nas margens, estávamos eu e o tio João sentados nos bancos, as cadeiras. Algumas, os discentes deixavam-nas em universidades, noutras caiam os jovens com pés de galo. Nesta terra onde Lua anda, o sol corria sem anunciar seu poente.
– Então, tio João, bom dia!
– Bom dia, sim, Kimadi.
– Como estás, tio João?
– Mais ou menos. Ontem o motorista Augusto Da Silva Tomás frustrou-me, e enxotei-lhe como chefe dos transportes.
– Soa-me à novidade, mas gostei dos bancos, boa qualidade!
– Obrigado, foram feitos pelo carpinteiro Massano.
– Tio João, há factos cujos ecos vem falando do carpinteiro Álvaro Sobrinho, o mesmo levou à falência muitos Cus duros.
– Ó rapaz, deixa a maka dos bancos com os carpinteiros.
– Tio João, os bancos são assuntos dos técnicos de finanças, contabilistas, gestores e economistas, nada a ver com carpintaria. Aqui têm hábito de colocar as pessoas erradas no lugar certo, e vice-versa ou vice-mesma-merda.
– Ó Kimadi, tudo parte do melhorar o que está bem e corrigir o que está mal.
–Tio João, é por esta frase que se-lhe impõe a definição do Cassequel, se é do buraco ou do Lourenço.
– Kimadi, não me dão mérito por ter eloquentes discursos.
– Então, dar-te-emos pelas acções, que também são poucas, a não ser enxotar o motorista Augusto da Silva Tomás. Coitado! Nem tinha uma boa estrada. E quanto ao Cassequel, alguns já o chamam Cassequel estrada.
– Estrada? Porquê?
– Está péssimo como as estradas e, claro, pelos buracos que, nas estradas, têm substituído a iluminação de que tanto se precisa.
– Chega de lamentações, Loy, ainda nem sou rei. Não me traz dores-de-cabeça.
– Tio João, vá ao posto médico Espanha, aqui no Golf 1 ou, então, no Santa-Ana Josina Machel (cemitério médico). Nestes hospitais onde nem sabemos, se se vai para morrer ou viver. Lá há falta de medicamentos, inclusive médicos. Como lá há tantas faltas, leva mbora árbitro, pois um simples bom atendimento pode fazer-te falta.

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