Natal adiado por ordens superiores – O culpado agora é outro

Porém, todavia, entretanto e outras adversativas, espero que o Natal e as suas manias tenham pena do povo especial e não acrescentem mais problemas nos já existentes, pelo menos, neste ano. Deixem que este ano seja apenas do IVA. Pois, se assim não for, desculpem-me, teremos mais um Natal adiado por ordens superiores. Ou já está adiado?

Acomodação e adaptação em “O Regresso de Salambiô” de Henrique Guerra

A união matrimonial entre o homem branco e a mulher africana propicia a interpenetração cultural. Contudo, se por um lado, regista-se a imposição de elementos culturais exógenos (a título de exemplo, o doutor Pereira proibe o uso de panos a sua cozinheira e exige que ela utilize vestido), do outro lado, face a agressão cultural, verifica-se a persistência do endógeno, particularmente, a presença dos elementos linguísticos africanos (como o kitari) na língua portuguesa como indicador da resistência cultural por meio da língua.

O evangelho do kuduro segundo Kalaf Epalanga em “Também os brancos sabem dançar”

“Também os brancos sabem dançar” é de longe um romance despretensioso. Escrito de forma simples e com uma narrativa fluída, que proporciona aos seus leitores uma leitura rápida e fácil. É visível a preocupação do autor em narrar de forma biográfica para que os leitores e o mundo entendam e conheçam o berço, as origens e o desenvolvimento do kuduro, este estilo que tem rompido barreiras e ganhado o mundo.

Através da chuva “mundos que cruzam”

Dois mundos que se cruzam entre personagens singulares que também se cruzam e reflectem-se em espelhos paralelos, mostrando um pouco de cada um de nós, independente de onde sejamos ou pertençamos. Somos levados a reflexões: das mais simples às mais complexas. A cada página, um pouco mais de profundidade. Uma escrita que nos mostra e faz sentir a eternidade e simultânea efemeridade do tempo. Esse tempo pode ser o da narrativa – o tão bem trabalhado tempo da narrativa. Mas pode ser também o tempo da nossa vida, do dia-a-dia; o tempo que temos para fazer nossa existência valer a pena ou, ainda, o tempo que talvez tenhamos para construir um futuro melhor que o presente ou o passado.