Através da chuva “mundos que cruzam”

Dois mundos que se cruzam entre personagens singulares que também se cruzam e reflectem-se em espelhos paralelos, mostrando um pouco de cada um de nós, independente de onde sejamos ou pertençamos. Somos levados a reflexões: das mais simples às mais complexas. A cada página, um pouco mais de profundidade. Uma escrita que nos mostra e faz sentir a eternidade e simultânea efemeridade do tempo. Esse tempo pode ser o da narrativa – o tão bem trabalhado tempo da narrativa. Mas pode ser também o tempo da nossa vida, do dia-a-dia; o tempo que temos para fazer nossa existência valer a pena ou, ainda, o tempo que talvez tenhamos para construir um futuro melhor que o presente ou o passado.

A virgindade da palavra

Gostaria nunca mais acordar. O sol é mais quentinho na minha cama. Meus lençóis sabem melhor. Um vento gostoso. Na rua, um enxame de criança assiste, alegres, aos cães colados. Os cães fazem mesmo amor ao ar li...

Show, sons e palavras

A proposta de reunião de três disciplinas artísticas foi muito bem conseguida. A única ressalva que se faz às organizações esse tipo de evento é um desdobramento mais criativo e eficiente na hora da divulgação.

A transdisciplinaridade na poesia netiana: uma abordagem transversal

Chegamos ao cume da pirâmide. A filosofia, sendo uma disciplina do conhecimento que trata da essência, causa e efeitos de tudo o que existe, questionando, igualmente, os comportamentos (cf. Carvalho, 2009, p.16), constitui a quarta dimensão dos versos da obra em análise. Neto, de forma sábia e ousada, questiona a autoridade do colono, critica as suas práticas e demarca-se de aceitar o jugo pesado do explorador.